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A História de quem ficou

Neste livro, reuni histórias de pessoas que precisaram aprender a conviver com ausência de quem amavam. Através das vidas de Helena, Tiago e Clara, eu mergulho nas diferentes formas de sentir a saudade para mostrar que não existe um jeito certo, nem um tempo exato, para atravessar a dor.

Escrevi cada página com simplicidade e com toda a minha emoção, buscando oferecer um lugar de descanso para quem sente que o mundo perdeu a cor. Se você está vivendo o luto ou quer entender melhor o que alguém querido está passando, este livro é o meu convite para respeitarmos o ritmo de cada um. No fim das contas, o amor que fica é o que nos ajuda a seguir em frente. Um dia de cada vez.

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A História de quem Ficou

Neste livro, reuni histórias de pessoas que precisaram aprender a conviver com o silêncio de quem amam. Através das vidas de Helena, Tiago e Clara, eu mergulho nas diferentes formas de sentir a saudade para mostrar que não existe um jeito certo, nem um tempo exato, para atravessar a dor.

Escrevi cada página com simplicidade e com toda a minha emoção, buscando oferecer um lugar de descanso para quem sente que o mundo perdeu a cor. Se você está vivendo o luto ou quer entender melhor o que alguém querido está passando, este livro é o meu convite para respeitarmos o ritmo de cada um. No fim das contas, o amor que fica é o que nos ajuda a seguir em frente. Um dia de cada vez.

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Por que você PRECISA ler esse livro?

Você vai se ver nessas páginas

Muitas vezes, a gente foge dos próprios sentimentos por medo da dor. Através das histórias de Helena, Tiago e Clara, você vai encontrar um espelho para as suas próprias emoções e entender que não há nada de errado em sentir o que você sente.

Vai te ajudar a seguir em frente

O luto é difícil e o medo de perder quem amamos machuca. Este livro não ignora essa dor; ele mergulha nela junto com você. É um processo honesto, escrito entre lágrimas, porque só quem entende o peso da saudade pode falar sobre ela com verdade.

E vai te acolher

Você vai descobrir que não está sozinho. O objetivo destas páginas é diminuir o peso daquilo que não conseguimos explicar, trazendo o conforto necessário para que você consiga respirar fundo e seguir em frente, um dia de cada vez.

Veja o que os leitores estão sentindo ao ler este livro:

Para quem é este livro? Leia um capítulo

Este livro é para quem vive o luto e sente que o tempo estacionou. Para quem vê saudade em cada detalhe e em cada lembrança.

Não importa quem você perdeu. Se foi um marido, uma esposa, um filho, um pai, uma mãe ou um amigo, este livro é importante para qualquer tipo de luto. Ele foi escrito para acolher quem ficou, independentemente da relação, porque toda perda muda a vida de quem ama.

É para quem acorda tentando entender como continuar.

E é também para quem quer ser abrigo. Para quem deseja acolher sem cobrar e amar sem tentar ‘resolver’ a dor de ninguém.

Porque, às vezes, a gente não precisa de respostas. A gente só precisa de presença.

Como adquirir o livro?

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O que você vai receber ao comprar o livro?

✓ 3 Histórias intensas e sensíveis sobre o antes e o depois de uma perda que mostram que, embora a dor seja difícil, é possível continuar.

✓ Um mergulho emocional em trajetórias que poderiam ser a sua, a minha ou a de qualquer pessoa que já precisou dizer adeus.

✓ Palavras que abraçam, escritas por quem também sentiu a dor e chorou em cada página para trazer conforto a você.

✓ A chance de entender seus sentimentos e descobrir que você não está sozinho nesse vazio que o luto deixa.

✓ Além das histórias, o livro conta com páginas dedicadas para você desabafar e escrever qualquer coisa que quiser, seus sentimentos, lembranças, pensamentos ou até aquilo que nunca conseguiu dizer.

✓ Livro digital e em áudio entregue na hora. Livro físico com previsão de entrega de 5 a 12 dias úteis.

Veja por dentro

Sobre o autor

Leonardo Goulart

Aos 26 anos, encontrei na escrita um lugar de sentido e de escuta. Sou apaixonado por histórias, e descobri nelas uma forma de transformar a dor em cuidado e o silêncio em palavras.

Sou natural de Porto Alegre, acredito que não existe uma fórmula mágica pra superar a morte de alguém que a gente ama , mas que nomear aquilo que dói pode tornar o peso mais suportável. Escrever, para mim, é uma forma de acolher o que muitas vezes não sabemos explicar.

Busco, através da escrita, tornar o peso da saudade mais leve. Meu livro de estreia, A História de Quem Ficou, é um convite para olhar de frente para as marcas da perda com sensibilidade e coragem. É um abraço em forma de páginas para quem precisa seguir, mas não quer esquecer.

© 2026 Leonardo Goulart. Todos os direitos reservados.

Contato: ahistoriadequemficou@gmail.com

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O capítulo que você vai ler agora é apenas um trecho do livro A História de Quem Ficou. Este livro não conta apenas uma história. Ele reúne diferentes relatos de pessoas que precisaram aprender a conviver com a ausência de quem amavam. Por isso, este trecho não representa todo o livro. Ele é apenas uma pequena parte de uma obra que percorre várias histórias, sentimentos e formas de lidar com a perda.

O primeiro riso sem culpa

Por muito tempo, eu achei que a minha felicidade tinha morrido junto com a Júlia. Eu sentia que, se eu sorrisse, estaria sendo desonesto com a falta que ela me fazia. Era como se o meu sofrimento fosse a única prova de que eu ainda a amava. Se eu parasse de sofrer por um segundo, a Júlia desapareceria um pouco mais.

 

Cerca de seis meses depois do acidente, uns amigos me arrastaram para um barzinho. Eu não queria ir. Eu queria ficar no meu “museu”, abraçado com as camisetas dela. Mas eles insistiram tanto que eu cedi, só para eles pararem de me ligar.

 

Sentamos numa mesa de canto. O bar estava barulhento, cheio de gente que não sabia de nada, gente que tinha o luxo de se preocupar com a conta do cartão ou com o jogo de futebol. Eu me sentia um alienígena.

 

Até que o Léo, meu melhor amigo desde a escola, contou uma história sobre um tombo que ele levou tentando impressionar uma menina. Foi uma história tão ridícula, tão típica dele, que antes que eu pudesse me policiar, eu soltei uma risada.

 

Foi uma risada curta, mas foi real.

 

No segundo seguinte, o meu coração gelou. Eu parei de rir na hora. Olhei em volta, me sentindo observado, como se a Júlia estivesse em algum lugar me vendo ser feliz sem ela. Uma onda de culpa me atingiu com tanta força que eu cheguei a ficar enjoado. “Como você pode rir?”, minha cabeça gritava. “Ela está debaixo da terra e você está aqui rindo de uma piada boba?”.

Meus amigos perceberam o meu choque. O Léo colocou a mão no meu ombro e disse algo que mudou a minha perspectiva:

 

— Tiago, ela ia odiar ver você virando um fantasma. A Júlia era a primeira a rir de mim, lembra?

 

Aquilo me deu um estalo. Eu lembrei da risada de soluço da Júlia. Ela era uma explosão de vida. Ela não suportava clima pesado. Se ela pudesse me ver ali, ela não estaria brava porque eu ri; ela estaria brava porque eu passei seis meses sem rir.

 

Eu percebi que a minha tristeza não era um tributo a ela. A Júlia não precisava que eu fosse um mártir para ser lembrada. O amor dela não era uma corrente que me prendia ao fundo do poço, era o que deveria me dar força para subir.

 

Naquela noite, eu não virei a “alma da festa”, mas eu me permiti ficar até o final. Eu ri de novo. E, pela primeira vez, quando eu cheguei em casa, o silêncio não pareceu um castigo.

 

Eu entendi que a felicidade não é uma traição. Eu posso sentir uma saudade que rasga o peito e, ao mesmo tempo, achar graça de uma piada de um amigo. A vida não é uma cor só. Ela é esse cinza esquisito, onde a dor e a alegria precisam aprender a sentar na mesma mesa.

 

Dormi sem o peso da culpa. Eu ainda era o cara que perdeu a namorada no asfalto, mas eu também voltava a ser o cara que sabia achar beleza no caos. Eu estava redescobrindo que, para honrar quem se foi, a melhor coisa que a gente pode fazer é viver com vontade o tempo que nos resta.